25/05/2009

Coisas que sei, sem saber como.

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São coisas que eu sei pelo simples fato de lembrar, sem saber ao certo se ouvi ou li ou inventei. De certo são coisas que eu tenho que dizer, temo que se afundem na memória e não consiga resgatar, pois não tenho fôlego.

São os conselhos como ameaças e superstições como verdades, que se me agregaram o couro como tecido - neurônico - morto, e que toda noite se desprendem no travesseiro como sonho em pó, que compartilho aqui antes que meu espirro disperse tudo.


Antes Semana Santa, hoje: Especial das mães!


- Andar pra trás agoura a mãe.

- Vestir roupa ao avesso também.

- Quem deixa o chinelo emborcado a mãe morre.

- Cortar as unhas à noite também.

- Se apontar os dois lados do lápis, cresce, na mãe, outra cabeça.

- Quando a barata tá nos espasmos de morte, ela fica xingando sua mãe.

- O rabo da labigó, quando quebrado, também.



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Um comentário:

Jota Pê_The disse...

É um blogue simples, mas de arte contemporânea das mais complexas e inovadoras!